O ASTRONAUTA DE MÁRMORE – NENHUM DE NÓS

A canção “O astronauta de mármore” é uma versão para língua portuguesa da canção “Starman” feita originalmente em inglês pelo músico britânico David Bowie.

Sobre a canção ‘Starman’:

 

A letra se refere ao “Starman”, um alienígena que envia mensagens de esperança para a Terra por meio do roqueiro Ziggy Stardust. A história é contada do ponto de vista de um garoto que escuta a palavra de Ziggy. Bowie disse, em uma conversa com o autor de ficção científica William S. Burroughs, que Ziggy não era extraterrestre, ao contrário do que se pensava – apenas um rock star que se comunicava com o espaço. A balada é uma das músicas mais famosas de Bowie e foi vendida como single antes de integrar o álbum “The Rise and Fall…”.

Sobre ‘ Astrounata de Mármore’:

 

Segundo Thedy Corrêa, líder da banda gaúcha, “na época, os ‘críticos’ adoravam dizer que nós havíamos assassinado “Starman”. Mesmo que Bowie tenha deixado claro que discordava dessa opinião, a banda e a nossa versão penaram, durante anos, com esse estigma: odiada pelos críticos e amada pelo público.

A versão em português chegou a ser mais conhecida por aqui do que a própria música original com versos como “Sempre estar lá / E ver ele voltar / O tolo teme a noite / Como a noite / Vai temer o fogo”.

Foi um trabalho árduo de artesania da letra: o resgate do icônico viajante espacial Major Tom, as citações à rotina dos astronautas, alusões às drogas, à religião, recortes de outras canções de Bowie (“Quero um machado para quebrar o gelo” vem diretamente de Ashes to Ashes). No arranjos mais citações: a base de violão característica do clima folk de The Man Who Sold the World e Hunky Dory.- Thedy Corrêa

Letra da música:

A lua inteira agora é um manto negro
O fim das vozes no meu rádio
São quatro ciclos no escuro deserto do céu
Quero um machado pra quebrar o gelo
Quero acordar do sonho agora mesmo
Quero uma chance de tentar viver sem dor

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar
Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

A trajetória escapa o risco nu…
As nuvens queimam o céu nariz azul…
Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu
Na lua o lado escuro é sempre igual…
No espaço a solidão é tão normal…
Desculpe estranho, eu voltei mais puro do céu

Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

Estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar

Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul

Compartilhe com seus amigos!